“Os Olhos do Chapeleiro” estreia a 11 de setembro como filme de abertura da 24.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Arouca, que terá a cerimónia de abertura, na Casa da Criatividade, na cidade de São João da Madeira.
Uma coprodução entre Portugal e Espanha que redefine o lugar da inclusão no cinema ibérico. “Os Olhos do Chapeleiro” estreia oficialmente no dia 11 de setembro, assumindo o papel de filme de abertura da 24.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Arouca, marcando um momento histórico para a produção cinematográfica portuguesa e galega.
Uma obra inclusiva, pioneira, profundamente humana e tecnicamente revolucionária.
O filme destaca-se pela participação maioritária de atores com deficiência, muitos deles a estrearem-se no cinema pela primeira vez. A protagonista, uma atriz cega, conduz a narrativa com uma verdade rara, devolvendo ao cinema aquilo que lhe faltava: humanidade sem filtros.
Rodado inteiramente com smartphone e lente anamórfica, o filme demonstra que a tecnologia acessível pode ser ferramenta de criação artística de alto nível.
A produção integra audiodescrição completa, reforçando o compromisso com a acessibilidade e com a democratização da experiência cinematográfica.
Coprodução Portugal – Espanha: talento ibérico em diálogo
“Os Olhos do Chapeleiro” conta com a participação de dois atores espanhóis da Galiza, ampliando a dimensão cultural e linguística do projeto. O argumento foi escrito pela argumentista maiorquina María Castillo, cuja sensibilidade literária dá ao filme uma profundidade emocional singular. A realização é assinada pelo português João Rita, que conduz o projeto com uma visão estética contemporânea e um compromisso absoluto com a verdade humana das personagens.
Filmado entre Portugal e Espanha: um retrato de territórios e identidades
Rodado maioritariamente na Cidade de São João da Madeira, o filme percorre também Arouca, Aveiro, Porto, Santiago de Compostela e a ilha de Maiorca, promovendo turisticamente Portugal e reforçando a ligação cultural entre os dois países.
Entre os espaços interiores filmados destacam-se o Museu da Chapelaria e o Hotel Meliá de São João da Madeira, que acolheram sequências essenciais da narrativa.
Um filme raríssimo
“Este filme prova que a inclusão não é bandeira — é arte feita com coragem.” A obra pretende aproximar e apaixonar novamente o público pelo cinema, devolvendo-lhe a emoção, a proximidade e a verdade que só histórias humanas conseguem transmitir.
Uma homenagem à cidade e ao país
Para São João da Madeira, o filme representa uma oportunidade única de projeção nacional e internacional, valorizando o seu património industrial, cultural e humano. Para Portugal, é uma afirmação de identidade, diversidade e inovação cinematográfica.
Estreia oficial
11 de setembro de 2026 Filme de abertura — Festival Internacional de Cinema de Arouca (24.ª edição)